Resumo: A organização política, económica e cultural da chamada Lusofonia, através do projecto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), constituído há uma década, mantém-se num nível de virtualidade que tarda em materializar-se. A CPLP não atingiu um patamar de visibilidade minimamente relevante no seio da comunidade internacional, nem conseguiu interagir com os cidadãos lusófonos, existindo vários fatores que condicionam a situação. O primeiro é a falta de um consenso histórico quanto ao passado comum dos países lusófonos, o qual decorre da história colonial de Portugal. A matriz humanista e universalista é contudo uma potencialidade da projecção do futuro comum lusófono