BEVENENUTO, Gilberto Alves. Uso de coletor solar para economia familiar. 2021. 74f. Monografia - Curso de Engenharia de Energias, Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2021.A energia solar térmica é disponível abundantemente em todo o território brasileiro. Para seu
aproveitamento existem os fornos solares e os coletores solares de tipo aberto ou fechado. Os
fornos com concentração parabólicos levantados na pesquisa mostraram-se capazes de fazer o
completo processo de cocção por ebulição no horário próximo ao meio dia, enquanto o forno
solar tipo caixa fez o completo processo de cocção a seco dos alimentos testados nos ensaios
com carga. A metodologia empregada envolveu o aproveitamento dos dados de consumo
alimentício coletados de 2017 a 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os
quais serviram como base de cálculo da economia de gás que pode ser obtida pelo uso
cotidiano dos coletores estudados. No caso dos coletores solares os dados do IBGE foram
utilizados para saber o volume de água para preparo dos alimentos tendo por base equações
baseadas nos valores de índice de cocção encontrados na literatura. Considerando o consumo
médio do fogão de boca e as condições climáticas da região em que foram testados, chegou-se
a uma estimativa de economia anual de R293,47paraointerioreR203,16 para as capitais.
Quando se tratando do forno solar com concentração tipo caixa, o combustível economizado
durante o ano tem um valor de apenas R27,31paraascapitaiseR18,90 para o interior. Para
cálculo da economia de gás exercida pelos coletores solares utilizou-se novamente os dados
do IBGE, dessa vez, para estimar-se a volume de água utilizada no preparo dos alimentos
considerando os valores do fator de cocção obtidos na literatura e a taxa média de pessoas por
domicílio. Os resultados obtidos foram de uma economia anual por habitante que varia de
apenas R6,19aR20,15 nas capitais enquanto que para o interior essa economia foi de
R18,27aR28,98. Os valores monetários economizados durante um ano, graças ao uso e
coletores solares obtidos quando convertidos para mensais, revelam-se irrisórios. Também
quando essas mesmas quantias são comparadas com o custo de investimento de construção
dos protótipos, chega-se a um tempo de retorno demasiado longo. Portanto, a proposta de uso
dos fornos e coletores solares para economia de gás de cozinha em lares de famílias carentes
tem pouco potencial para melhorar a situação socioeconômica das famílias que adotassem seu
uso. A viabilidade econômica de fornos e coletores solares é mais provável em locais e
situações em que é preparado alimento para um maior número de pessoas, o que serve de
ponto de partida para novas pesquisas envolvendo esses mesmos equipamentos