Gestão invisível do trabalho orientado à visibilidade: Governança por plataformas de mídia social

Abstract

Social media platforms (SMP) are technologically mediated social action spaces that profit from collecting and selling user data. Users, not platforms, create content that attracts audiences and advertisers. While they are free to interact, they must do so in ways programmed to add value to the platform. Thus, if users are driven toward achieving organizational goals, all phenomena on these platforms have an organizational substrate. Even though business and management studies have consistently produced literature on gig work intermediation platforms, SMP are not included among digital labor platforms. By combining business literature, social sciences, platform studies, and critical algorithm studies, this theoretical essay proposes a conceptual framework that presents SMP as an organizational form of production, management, and work. This framework is then confronted with research findings on content creators, revealing that the three self-governance strategies of SMP effectively manage creators by instilling hope of visibility and fear of invisibility.Las plataformas de redes sociales (SMP) son espacios de acción social mediados tecnológicamente, que se benefician de la recopilación y venta de datos de los usuarios. Ellos, no las plataformas, generan el contenido que atrae al público y a los anunciantes. Si bien gozan de libertad para interactuar, deben hacerlo en formatos programados para aportar valor a la plataforma. Las SMP dirigen el uso hacia objetivos organizacionales, imbuyendo toda actividad de un carácter organizacional. Existe consistente literatura académica de gestión sobre plataformas de trabajo, pero las SMP no se incluyen entre ellas. Combinando literatura empresarial, ciencias sociales, estudios de plataformas y de algoritmos, este ensayo teórico propone un marco conceptual que define a las SMP como formas organizativas de producción, gestión y trabajo. Luego, contrastamos nuestro marco con investigaciones sobre los creadores de contenido, revelando que las tres estrategias de autogobierno de las SMP gestionan a loscreadores a través de la esperanza de visibilidad y el miedo a la invisibilidad.Plataformas de mídia social (PMS) são espaços mediados tecnologicamente que sobrevivem da coleta e venda de dados de usuários. Os usuários, e não as plataformas, criam o conteúdo que atrai públicos e anunciantes. Embora livres para interagir, os usuários o fazem em formatos programados para agregar valor à plataforma. Assim, se toda utilização é direcionada pelos objetivos organizacionais, todos os fenômenos em PMS têm substrato organizacional. Embora haja consistente literatura acadêmica de Administração sobre plataformas de trabalho, não são incluídas entre elas as PMS. Combinando literatura de negócios, ciências sociais, estudos de plataformas e estudos críticos de algoritmos, este ensaio teórico propõe um framework conceitual que posiciona as mídias sociais como formas organizacionais de produção, gestão e trabalho. Em seguida, confrontamos nosso framework com pesquisas sobre criadores de conteúdo, revelando que as três estratégias de autogovernança das PMS gerem os criadores por meio da esperança de visibilidade e do medo da invisibilidade

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