Uma travessia pelos ensaios de Marco Lucchesi é enfrentarmos de corpo e alma abismos, muitas vezes, incontornáveis. O famoso e tão expressivo fio de Ariadne escapa, a todo momento, de nosso olhar. Somem. Multiplicam-se os labirintos-oscilantes-estonteantes que caracterizam a escritura de Marco Lucchesi. Cremos, logo de saída, ser muito arriscado adentrar em sua mais recente publicação pela editora Edições Esgotadas de Lisboa. Referimo-nos à Pedra Riscada: ensaios improváveis. Portanto, faremos um breve passeio, não somente pelos “bosques da ficção” por lembrar de nosso saudoso Umberto Eco, mas, inclusive, pelas tramas ardilosas ensaísticas de um dos maiores escritores contemporâneos numa escala, sem meias palavras, mundial