'Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Edicoes UESB'
Abstract
Descrever como pessoas infectadas com o vírus Chikungunya lidam com as sequelas da doença. Trata-se de um estudo de natureza exploratória e abordagem qualitativa em um município do centro-norte do estado da Bahia. Inicialmente buscou-se nas fichas de notificação no setor de vigilância epidemiológica a identificação de casos em pessoas acima de 18 anos, com comprovação laboratorial há mais de seis meses do diagnóstico. Foram obtidas 11 entrevistas que ocorreram nos domicílios dos/as participantes, em setembro de 2022. Os dados foram tematizados e geraram uma Nuvem de Palavras e Classificação hierárquica descendente com uso do software Iramuteq. As participantes foram em maior número do sexo feminino, com média de 60 anos. A Categoria 1 retratou a lida no momento do adoecimento e comportou vocábulos como sintomas e desconfortos vivenciados após o diagnóstico. A Categoria 2 apresentou o lidar com sequelas ao longo de 7 ou 8 anos do adoecimento, refletindo as dificuldades cotidianas e limitações da doença, com os termos “remédio” e “tratamento” que parecem expressar a persistência na busca da cura da doença. Na fase crônica, ainda se percebe que a terapia não traz resultados significativos. Essa insegurança se perpetua, gerando inquietude quanto a oferta de serviço de saúde, que impacta na perda do vínculo, já que, não existe melhora do quadro, nem oferta de um tratamento terapêutico eficaz