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Determinação do Ponto de Corte de PTH para a Diferenciação entre Hiperparatireoidismo Primário e Carcinoma de Paratireoide: Uma Revisão integrativa de Literatura

Abstract

Introduction: Primary hyperparathyroidism (HPTP), prevalent in 1-7 per 1,000 adults, results from excessive parathyroid hormone (PTH) secretion, caused by adenomas (85-90%) or parathyroid carcinoma (CP, <1%). PTH regulates serum calcium, but its elevation causes hypercalcemia, with bone, renal, and neurological symptoms. Differentiating HPTP from CP is challenging due to clinical similarities. Methodology: Integrative review searched studies (2020-2024) in BVS, PubMed, and SciELO, using descriptors “Hyperparathyroidism,” “Parathyroid Hormone,” and “Parathyroid Carcinoma.” Articles in Portuguese or English on PTH in HPTP and CP were included, excluding theoretical or methodologically flawed studies. Two researchers selected 12 studies after quality assessment, extracting data and analyzing via ROC curve. Results: The 12 studies show elevated PTH in CP (mean 1,738.7 pg/mL) compared to adenomas (211.4 pg/mL). The Ca/P × PTH index distinguishes metabolic disorders with high sensitivity (84.7-88.9%). Parathyroidectomy with intraoperative monitoring (ioPTH) achieves 81.3-100% accuracy, normalizing PTH and calcium. PTH is a key marker in pathological fractures and pregnancy. Discussion: PTH is critical for differential diagnosis, but the lack of universal cutoffs, due to assay variations and comorbidities, limits its application. Combined indices and ioPTH enhance diagnostic accuracy. Contexts like pregnancy and intrathyroidal CP highlight its relevance, though standardization is needed. Conclusion: PTH above 1,000 pg/mL suggests CP, with parathyroidectomy as an effective treatment. Gaps include the lack of multicenter studies and assay standardization. Future research could explore artificial intelligence to refine cutoffs.Introdução: O hiperparatireoidismo primário (HPTP), com prevalência de 1-7 por 1.000 adultos, decorre da secreção excessiva de paratormônio (PTH), causada por adenomas (85-90%) ou carcinoma de paratireoide (CP, <1%). O PTH regula o cálcio sérico, mas sua elevação causa hipercalcemia, com sintomas ósseos, renais e neurológicos. Diferenciar HPTP de CP é desafiador devido a similaridades clínicas. Metodologia: Revisão integrativa buscou estudos (2020-2024) nas bases BVS, PubMed e SciELO, com descritores “Hiperparatireoidismo”, “Paratormônio” e “Carcinoma de Paratireoide”. Incluíram-se artigos em português ou inglês sobre PTH em HPTP e CP, excluindo-se estudos teóricos ou com metodologia inadequada. Dois pesquisadores selecionaram 12 estudos após avaliação de qualidade, extraindo dados e analisando via curva ROC. Resultados: Os 12 estudos mostram PTH elevado no CP (média 1.738,7 pg/mL) comparado a adenomas (211,4 pg/mL). O índice Ca/P × PTH diferencia distúrbios metabólicos com alta sensibilidade (84,7-88,9%). Paratireoidectomia com monitoramento intraoperatório (ioPTH) alcança 81,3-100% de precisão, normalizando PTH e cálcio. PTH é marcador-chave em fraturas patológicas e gestação. Discussão: PTH é essencial para diagnóstico diferencial, mas a falta de pontos de corte universais, devido a variações em ensaios laboratoriais e comorbidades, limita sua aplicação. Índices combinados e ioPTH aumentam acurácia diagnóstica. Contextos como gestação e CP intratireoidiano destacam sua relevância, embora padronização seja necessária. Considerações Finais: PTH acima de 1.000 pg/mL sugere CP, com paratireoidectomia como tratamento eficaz. Lacunas incluem ausência de estudos multicêntricos e padronização de ensaios. Pesquisas futuras podem explorar a inteligência artificial e outras estratégias para refinar pontos de corte

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