A Síndrome de West constitui uma das encefalopatias infantis mais complexas, caracterizada pela tríade de espasmos infantis, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e um padrão eletroencefalográfico denominado hipsarritmia. Essa condição, que se manifesta tipicamente entre os 3 e 12 meses de vida, apresenta uma etiologia multifatorial, envolvendo desde anomalias genéticas e malformações cerebrais até traumas perinatais e alterações metabólicas. O diagnóstico precoce revela-se fundamental para a implementação de intervenções terapêuticas que visam mitigar as sequelas neurológicas e promover melhores prognósticos. Este trabalho realiza uma revisão de literatura abrangente, utilizando bases de dados como PubMed, BVS e SciELO, com publicações entre 2015 e 2024, e os descritores “Síndrome de West”, “Espasmos Infantis” e “Hipsarritmia”. Os estudos revisados evidenciam que, embora o uso de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e corticosteroides continue sendo o pilar terapêutico, a heterogeneidade na resposta clínica dos pacientes demanda o desenvolvimento de abordagens individualizadas, inclusive a investigação de terapias inovadoras, como o canabidiol. Ademais, os impactos psicossociais associados à síndrome – que incluem estresse familiar, isolamento social e dificuldades de integração educacional – ressaltam a importância de estratégias multidisciplinares que integrem cuidados clínicos e suporte psicossocial. Diante desse cenário, conclui-se que a Síndrome de West permanece um desafio clínico e social significativo, exigindo investimentos contínuos em pesquisa e a implementação de políticas de saúde que promovam um manejo mais eficaz e humanizado. A integração entre avanços diagnósticos, terapêuticos e intervenções de suporte representa o caminho para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias