O terço médio da face comporta os seios paranasais, e entre eles os seios maxilares são os maiores. Eles estão presentes ao nascimento, crescem até a puberdade até que todos os dentes permanentes tenham irrompido, por processo fisiológico conhecido como pneumatização. Podem apresentar extensões para o rebordo alveolar, região anterior, tuberosidade da maxila, palato, osso zigomático e região orbitária. A formação de septos ósseos, transversais, sagitais e oblíquos, dentro do seio é frequentemente notada. A tomografia computadorizada por feixe cônico proporciona uma avaliação precisa da localização dos seios maxilares, importante no planejamento cirúrgico para instalação de implantes dentários. Esse estudo teve como objetivo avaliar a prevalência da extensão anterior dos seios maxilares, em pacientes de ambos os gêneros e diferentes faixas etárias, por meio da tomografia computadorizada por feixe cônico. A amostra foi composta por 200 tomografias, 116 pertencentes ao gênero feminino e 84 ao masculino, totalizando 400 seios maxilares avaliados. O critério escolhido para classificar como extensão anterior, considerou os seios maxilares que se estendiam da face distal do canino em direção à linha média. 12,5% apresentaram extensão anterior (50 seios), 96% estendendo até caninos (48 seios) e 4% até incisivos laterais (2 seios). 66% dos pacientes com extensão anterior, ela se apresentava bilateralmente. Não houve correlação com o gênero, lado e idade