A comprehensive characterization of the donkey mammary gland (MG) histology supports the investigation of pathological processes affecting this organ. Accordingly, the present study aimed to evaluate asinine MG histomorphology.
Sixty-five MGs collected from jennies (0 to 444 months) were processed for light microscopy. Immunohistochemistry was performed on sixteen samples using AE1AE3, α-smooth muscle actin, p63, calponin and vimentin antibodies. The MGs presented two paired mammary complexes with distinct histological morphologies according to the stage: prepubertal (inactive/quiescent), fully developed lactating, and involuting MG. Ten adult jennies (15.4%) presented: papillomatosis with duct ectasia (3.1%); cystic apocrine metaplasia (1.5%) and sebaceous (9.2%) and apocrine (4.6%) metaplasia, with multiple alterations in two animals. Mineralized concretions (46.1%), mononuclear inflammatory (28,6%) and eosinophils (7,4%) infiltrates were also observed.
Given the immunohistochemical similarities with other mammals, comparative studies on the MG biopathology focusing on donkeys may provide new insights on tumourigenesis, with potential application to other species; Caracterização histológica e imunohistoquímica da glândula mamária de burras da raça de Miranda -
Resumo:
A investigação de processos patológicos que envolvem a glândula mamária (GM), apenas é possível após conhecimento detalhado da sua histomorfologia. Como tal, o presente estudo avaliou a histomorfologia da GM asinina.
Foram processadas para microscopia de luz sessenta e cinco GMs de burras (idades entre 0 e 444 meses), e destas, dezasseis foram submetidas a imunohistoquímica usando AE1AE3, α- actina de músculo liso, p63, calponina e vimentina. As GMs apresentaram dois complexos mamários por teto com características variáveis consoante a fase: pré-púbere (inativa/quiescente), em lactação ou em involução. Dez glândulas mamárias (15.4%) exibiram alterações metaplásicas/proliferativas: papilomatose (3,1%); metaplasia apócrina cística (1,5%) e metaplasia sebácea (9,2%) e apócrina (4,6%), com múltiplas alterações em dois animais. Foram frequentemente observadas concreções mineralizadas (46,1%) e infiltrados inflamatórios mononucleares (28,6%) e eosinofílicos (7,4%).
Consideramos que estudos comparativos sobre a biopatologia da GM asinina possam fornecer novas informações sobre a tumorigénese, com potencial aplicação noutras espécies