Introdução: No Brasil, historicamente, o cuidado em saúde mental fere os direitos de liberdade, dignidade, integridade física e bem-estar. Como resultado de lutas de décadas a Política Nacional de Reforma Psiquiátrica Brasileira (PNRPB) foi aprovada pela Lei Federal 10.216/2001, cabendo ao Estado: promoção, prevenção e tratamento. Objetivos: Avaliar o mérito da política da RPB. Material e métodos: Pesquisa avaliativa qualitativa, utilizando análise documental e matrizes de julgamento. Resultados: O mérito considerou a racionalidade da política classificada como altamente relevante, já que as principais questões presentes na situação problema estão expressas nos artigos que ilustram a pertinência política; a coerência dos objetivos classificada como medianamente relevante, já que a política aprovada não reflete integralmente o Projeto de Lei (PL) de origem, não havendo mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios além de outras ausências; e a implementação classificada como parcial devido ao clima nacional ainda expressar o estigma da loucura, gerando em parte fobia social, a permanência de práticas terapêuticas criminosas, forças políticas organizadas em desequilíbrio com grupos, instituições e atores de prestígio em posições conflitante, orientações governamentais no período 2018 a 2021 contrárias ao movimento de reforma psiquiátrica e a insuficiência do orçamento para o SUS, impedindo o alcande dos objetivos da política. Conclusão: É necessária a construção de uma política nacional de saúde mental que garanta os direitos humanos e fortaleça a abordagem integral e humanizada do sujeito em sofrimento mental