Este artigo trata da bioficção no Romance Pernambucano Palimpsesto, da autoria de Moisés Monteiro de Melo Neto, traçando uma análise que articula memórias e vivências. A narrativa se desenvolve a partir da trajetória de Michelle, uma indígena que enfrenta os desafios de um mundo urbano reinventado, simbolizando a luta por identidade, pertencimento e resistência. A obra entrelaça elementos da vida real com a ficção, inserindo o leitor em um contexto marcado pelas transformações sociais dos anos 1990, com destaque para o Movimento Manguebeat em Recife. Com uma estrutura literária densa e simbólica, o romance propõe um jogo entre realidade e imaginação, caracterizando-se como uma bioficção que transcende o relato autobiográfico tradicional para se tornar um documento cultural multifacetado sobre a experiência contemporânea. A metodologia da pesquisa é de caráter qualitativo, centrada a partir de um estudo bibliográfico. O aporte teórico centra-se nas discussões de Iser (2002); Ricoeur (2000); Souza (2020) e outros. Os resultados puderam comprovar que a obra “Palimpsesto” constrói uma reflexão profunda sobre a condição humana, memória e identidade