A perda precoce de dentes decíduos ocasiona danos funcionais e estéticos, que vão desde a migração e/ou inclinação dos dentes adjacentes para o espaço edêntulo, encurtamento do arco, extrusão do antagonista, até o prejuízo fonético e estético. Mediante isto, os mantenedores de espaço configuram-se como um dos recursos viáveis para minimizar tais consequências. O presente artigo, tem como objetivo relatar um caso clínico de uma paciente infantil, de 07 anos de idade, na qual foi indicada a instalação do mantenedor de espaço estético-funcional em decorrência da perda precoce de dentes decíduos incisivos centrais e laterais decíduos, primeiros e segundos molares decíduos. Ao exame clínico observou-se lesões de cárie em atividade, e em estágio avançado, nos dentes anteriores decíduos (incisivos centrais e laterais decíduos superiores) bem como nos dentes posteriores (primeiro e segundo molares decíduos inferiores), os quais, havia apenas presença de restos radiculares. Ao exame radiográfico, foi observado que os sucessores permanentes dos dentes decíduos extensamente destruídos, estavam aquém no estágio 8 de Nolla, o que se configura em um indicativo de perda precoce. Após a análise conclusiva da necessidade do tratamento reabilitador para manutenção dos espaços perdidos precocemente, seguiu-se com o planejamento do mantenedor de espaço estético-funcional removível. Com o presente relato de caso, onde houve aceitação e adesão do aparelho pela paciente infantil e sua mãe, associado a resultados funcionais e estéticos satisfatórios, pode-se concluir que os mantenedores de espaço são opções viáveis e acessíveis frente a perda precoce de dentes decíduos