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Fatores associados aos eventos adversos a medicamentos notificados no Brasil no período de 2014 a 2018

Abstract

Adverse drug events generate an estimated cost of US42billionannually,correspondingtoapproximately142 billion annually, corresponding to approximately 1% of total global health expenditures. ADEs are estimated to be associated with approximately 6.3% of hospitalizations in developing countries. This study aimed to analyze the profile and occurrence of adverse drug events reported in the national online reporting system in the five Brazilian regions. This epidemiological study analyzed reports of adverse drug events from the NOTIVISA database from March 2014 to December 2018. A total of 6,289 reports were analyzed, and a steady increase in the number was observed until 2016. The frequency was highest in the Southeast region (3,010; 47.8%), and adverse drug events mostly involved women (52.2%) and those aged 18 to 65 years (58.6%). Furthermore, 43% resulted in minor harm. The study highlighted the direct impact on safe patient care due to the increase in minor harm in the in-hospital setting, as these are preventable complications during drug treatment.Os eventos adversos a medicamentos geram um custo estimado de US 42 bilhões anuais, o que corresponde a aproximadamente 1% do total das despesas globais em saúde, estima-se que os EAM, estão associados a cerca de 6,3% das internações nos países em desenvolvimento. Objetivou-se analisar o perfil e ocorrência de eventos adversos a medicamentos notificados no sistema nacional de notificação on-line nas cinco regiões brasileiras. Trata-se de um estudo epidemiológico realizado a partir da análise das notificações relacionadas a eventos adversos a medicamentos do banco de dados do sistema NOTIVISA, no período de março de 2014 a dezembro de 2018. Um total de 6.289 notificações foram analisadas e foi verificado um crescente aumento em seu número até o ano de 2016. Houve maior frequência na região sudeste (3.010; 47,8%) e os eventos adversos a medicamentos envolveram, na maioria, pessoas do sexo feminino (52,2%) e faixa etária dos 18 a 65 anos (58,6%). Ainda, 43% resultaram em danos leves. O estudo evidenciou o impacto direto na assistência segura ao paciente, devido ao aumento de danos leves no ambiente intra-hospitalar, por se tratar de intercorrências evitáveis durante o tratamento medicamentoso

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