research article

Benefícios de simulações para o treinamento de habilidades na residência de anestesiologia: revisão sistemática

Abstract

Introduction: Medical training requires the integration of theoretical knowledge and practical skills to prepare anesthesiology residents to handle the clinical challenges of the specialty. In this context, the use of simulations has proven to be essential, allowing the development of both technical and non-technical competencies in a controlled and safe environment. Objective: Identify and synthesize evidence on the benefits of using simulations for skills training in anesthesiology residency. Method: A literature review was conducted following PRISMA guidelines, analyzing studies from 2019 to 2024 in the PubMed and LILACS databases. The review focused on types of simulations, skills developed, and clinical impact. Results: Thirteen studies, published between 2020 and 2024, were selected, which highlighted benefits such as greater accuracy in ultrasound-guided procedures, effective crisis management and improved patient safety. Technologies such as virtual reality and artificial intelligence were described as tools capable of accelerating the learning curve and enhancing educational experience. Despite these advancements, the implementation of simulation-based environments faces significant challenges. The high cost of equipment, the need for advanced infrastructure, and the lack of standardized methodologies hinder widespread adoption. In resource-limited regions, these barriers are even more pronounced. Suggested strategies include the use of cost-effective models, structured feedback, remote training programs, periodic session repetition, and the integration of simulations into medical curricula. Conclusion: Simulations are essential in anesthesiology training, enhancing technical skills and patient safety. Despite cost and logistical challenges, strategies such as accessible technologies and structured feedback can improve their effectiveness and broaden their reach.Introdução: A formação médica exige a integração de conhecimentos teóricos e habilidades práticas para preparar residentes em anestesiologia a lidarem com os desafios clínicos da especialidade. Nesse contexto, o uso de simulações tem se mostrado essencial, permitindo o desenvolvimento de competências técnicas e não técnicas em um ambiente controlado e seguro. Objetivo: identificar e sintetizar evidências sobre os benefícios do uso de simulações para o treinamento de habilidades na residência de anestesiologia. Método: Foi realizada uma revisão de literatura seguindo as diretrizes PRISMA, analisando estudos de 2019 a 2024 nas bases PubMed e LILACS, focando em tipos de simulação, habilidades desenvolvidas e impacto clínico. Resultado: Foram selecionados 13 estudos, publicados entre 2020 e 2024, que destacaram benefícios como a maior precisão em procedimentos guiados por ultrassom, manejo eficaz de crises e maior segurança do paciente. Tecnologias como realidade virtual e inteligência artificial foram descritas como capazes de acelerar a curva de aprendizado e aprimorar a experiência educacional. Apesar dos avanços, a implementação de ambientes de simulação enfrenta desafios significativos. O alto custo dos equipamentos, a necessidade de infraestrutura avançada e a falta de padronização dos métodos dificultam a adoção em larga escala. Em regiões com recursos limitados, essas barreiras são ainda mais evidentes. Estratégias sugeridas incluem o uso de modelos acessíveis, feedback estruturado e treinamentos remotos, bem como a repetição periódica das sessões e a integração de simulações nos currículos médicos. Conclusão: Simulações contribuem para a formação em anestesiologia, melhorando habilidades técnicas e segurança. Apesar de custos e desafios logísticos, estratégias como tecnologias acessíveis e feedback estruturado podem ampliar sua eficácia e alcance

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