O presente artigo visa analisar a experiência estética da brevidade como estratégia narrativa na escrita microficcional. Utilizando como corpus de análise os microcontos do livro Mínimos, Múltiplos, Comuns (2003), de João Gilberto Noll, pretende-se empreender um estudo sobre as relações entre a escrita do artista e tempo na figura dos “instantes ficcionais”, observando a relação entre fragmento e totalidade na leitura desses textos com o intuito de perceber nele mais do que uma coletânea de textos, mas pensá-los como parte integrante desta proposta literária de Noll, cuja conexão com o instante é com o intuito de celebrá-lo