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Uso de laser de baixa potência na cicatrização de lesão em asa de Cathartes burrovianus

Abstract

O uso do laser de baixa potência para o manejo de lesões pode ser um aliado promissor para a aceleração do processo cicatricial. O seu uso na medicina veterinária ainda carece de maiores estudos, porém os relatos mostram sua eficácia para acelerar o processo cicatricial. O presente trabalho tem por objetivo relatar o uso da laserterapia para o manejo de uma ferida em asa de Urubu-da-cabeça-amarela. Um espécime jovem foi recebido para atendimento apresentando extensa lesão necrótica em área de rádio esquerdo com fratura radial incompleta associada. Para terapia sistêmica foi utilizado enrofloxacino (10mg/kg, IM, SID, 10 dias), tramadol (7mg/kg, IM, SID, 4 dias), dipirona (30mg/kg, IM, SID, 10 dias) e meloxicam (0,5mg/kg, IM, SID, 4 dias). Para terapia tópica, foi instituída limpeza com solução fisiológica e clorexidina 2% e aplicação de gel de policresuleno a cada 2 dias por 8 dias. Após o término da terapia sistêmica foi instituído uso de laser vermelho com potência de 150mW, 8 Joules, frequência contínua, com duração total de 10 sessões distribuídas em 8 semanas. Após as 10 sessões, observou-se o fechamento completo da lesão, sem sinais de dor ou infecção local ou sistêmica. O presente trabalho mostrou que o laser de baixa potência é uma ferramenta promissora no manejo de feridas em animais silvestres

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