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Abstract
A espondilite piogênica é uma condição grave, geralmente de curso insidioso e de diagnóstico desafiador. O quadro clínico pode variar desde dorsalgia refratária a analgésicos comuns até déficits neurológicos. O diagnóstico baseia-se na correlação entre a suspeita clínica e os achados de exames laboratoriais e radiológicos. Na maioria dos casos, o tratamento com antibioticoterapia adequada é suficiente, porém, em situações específicas, pode ser necessária intervenção cirúrgica. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 42 anos, apresentando quadro clínico de dorsalgia interescapular associada à dor torácica anterior, acompanhada de sensibilidade dolorosa à palpação das vértebras correspondentes. A ressonância magnética revelou a presença de abscesso epidural em associação com osteomielite da articulação interapofisária. O manejo incluiu laminectomia com drenagem do abscesso e antibioticoterapia direcionada, resultando em resolução completa do quadro álgico, sem ocorrência de sequelas. Discussão: A espondilite piogênica frequentemente apresenta diagnóstico tardio devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. O início precoce do tratamento é fundamental e correlaciona-se diretamente com o prognóstico. Embora, na maioria dos casos, a antibioticoterapia isolada seja eficaz, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias em situações de complicações ou falha do tratamento conservador. Conclusão: O diagnóstico de espondilite piogênica representa um desafio clínico, exigindo elevada suspeição baseada na correlação entre sinais clínicos, exames laboratoriais e achados radiológicos. A compreensão aprofundada do quadro clínico, aliada ao uso de ferramentas diagnósticas e terapêuticas adequadas, é essencial para uma abordagem eficaz e para a redução do risco de complicações