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Análise da incidência de espinha bífida em nascidos vivos no estado do Mato Grosso entre 2013 e 2023

Abstract

Introdução: A espinha bífida é uma malformação congênita resultante de um defeito no fechamento do tubo neural nas primeiras quatro semanas do desenvolvimento embrionário, frequentemente associado à deficiência de ácido fólico na gestação. Existem três principais formas de espinha bífida: Oculta, meningocele e mielomeningocele. Objetivo: Analisar a incidência de espinha bífida em nascidos vivos no estado de Mato Grosso entre 2013 e 2023. Método: Estudo ecológico que utilizou dados secundários de notificações de espinha bífida, disponibilizados pelo SINASC-DATASUS entre os anos de 2013 e 2023. A análise foi realizada com base em variáveis selecionadas. Resultados: Foram registradas 96 notificações de espinha bífida, resultando em uma taxa de 15,33 casos a cada 100.000 nascimentos no estado. 53,12% das mães tinham entre 20 e 29 anos; 42,7% eram solteiras; 61,45% possuíam escolaridade entre 8 e 11 anos. Em relação aos recém-nascidos: 52,08% eram do sexo masculino (n = 50); 75% nasceram a termo (n = 72); 71,87% por parto cesariano (n = 69); 33,33% apresentaram Apgar de 1 minuto menor que 7 e 72,91% tinham peso no nascimento igual ou superior a 2500 g. Conclusão: A maioria dos casos ocorreu entre mães de 20 a 29 anos, solteiras e com baixa escolaridade, refletindo possíveis fatores socioeconômicos. A alta prevalência de partos cesarianos e nascimentos a termo sugere que o diagnóstico e manejo ocorrem no contexto hospitalar. Esses resultados reforçam a importância da suplementação de ácido fólico e de um pré-natal adequado, especialmente em populações vulneráveis

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