Spiders of the genus Loxosceles express in their venom glands various toxins, such
as Phospholipases D, responsible for most of the symptoms caused by Loxoscelism
and Metalloproteases, which may be involved in the hemorrhagic actions and the
dissemination of venom. Several studies have shown that the cutaneous-visceral
cases, the most severe form of Loxoscelism, are mainly caused by the Loxosceles
laeta spider, which is found in several countries of South America, such as Brazil,
Peru and Chile. In addition, there are almost three times as many bite-related deaths
from L. laeta in Peru compared to Brazil. Thus, the present study aimed to perform
an analysis of the transcripts of the venom gland of the Peruvian L. laeta species by
bioinformatic tools with a focus on metalloproteases, because they did not have their
fully identified functions, in order to describe and characterize them, investigating
intraspecific differences of poisons that may justify the high severity of Peruvian
accidents. Nine metalloproteases from the L. laeta venom from Peru were described
and these results were validated by in silico and in vitro experiments comparing them
with the metalloproteases from the Brazilian lax Loxosceles venom. The results
demonstrated important differences between the Peruvian metalloprotease sequences
with all other metalloproteases of Loxosceles species as well as their in vitro activity.
These preliminary data indicate that further investigation of the action of these
enzymes on the loxoscelic venom may contribute to a better understanding of the
poisoning caused by these spiders.As aranhas do gênero Loxosceles expressam em suas glândulas de veneno diversas
toxinas, como as Fosfolipases D, responsáveis pela maior parte dos sintomas causados
pelo Loxoscelismo e as Metaloproteases, que podem estar envolvidas nas ações
hemorrágicas e de disseminação do veneno. Diversos estudos demonstram que o os
casos cutâneos-viscerais, a forma mais grave do Loxoscelismo, são causados
principalmente pela aranha Loxosceles laeta, sendo esta encontrada em diversos
países da América de Sul, como o Brasil, Peru e Chile. Além disso, existe um número
quase três vezes maior de óbitos relacionados à mordida da L. laeta no Peru - L. laeta
(P) - em relação ao Brasil. Desta forma, o presente estudo objetivou a realização de
uma análise dos transcritos da glândula de veneno da espécie L. laeta (P) por
ferramentas bioinformáticas com foco nas metaloproteases, por não possuírem suas
funções totalmente identificadas, a fim de descrevê-las e caracterizá-las, investigando
diferenças intraespecíficas dos venenos que possam justificar a gravidade elevada dos
acidentes peruanos. Foram descritas nove metaloproteases do veneno de L. laeta (P)
e estes resultados foram validados por experimentos in silico e in vitro comparandoos
com as metaloproteases do veneno de L. laeta brasileira – L. laeta (B). Os
resultados demonstraram diferenças importantes entre as sequências de
metaloproteases peruanas com todas as outras metaloproteases de espécies
de Loxosceles bem como de sua atividade in vitro. Esses dados preliminares indicam
que a investigação mais aprofundada da ação dessas enzimas no veneno Loxoscélico
pode contribuir para o melhor entendimento do envenenamento causado por essas
aranhas.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio