thesis

Aspectos epidemiológicos do melanoma no serviço de dermatologia do hospital das clínicas da universidade federal de minas gerais, 1990-2010

Abstract

INTRODUCTION: During the last decades the incidence of cutaneous melanoma has systematically increased. Althoug it accounts for only 3% of all skin cancers, it is responsible for 75% of the deaths. Early recognition represents the only chance of cure. We didnt find in literature any epidemiological studies of cutaneous melanoma in the state of Minas Gerais, Brazil. METHODS: A total of 166 patients were analyzed between January 1990 and January 2010 for clinical variables (sex, age, skin color, localization, atypical nevus, nonmelanoma skin-cancer, noncutaneous cancer, family history of melanoma, signs and/or symptoms, metastases and deaths related to melanoma) and histological variables (histological type, depth of invasion and Clark level) and correlations between them. A significant level of 0.05 was adopted. RESULTS: Females predominated (61%) and the mean age of diagnosis was 55 years. Most patients (74%) were Caucasians. A family history of melanoma was present in 10% of all cases and atypical nevi were found in almost 20%. Nonmelanoma skin cancer was reported in 27.7%. The histological type more prevalent was lentigo maligna/lentigo maligna melanoma and the most frequent localization of cutaneous melanoma in head and neck. As to gender and site of primary lesion, women were most affected in the extremities and men in head and neck and trunk. The majority of tumors were in situ (41%) and thin (31.1%). Lesion growth (58.1%) was the most frequent sign and bleeding was associated with thicker melanomas. There were seven deaths (4.2%) with more risk of death in men, non-white, 2mm, lentiginous acral melanoma, history of growth and bleeding. However, after multivariate analysis, only age 2 mm, associados a melanoma lentiginoso acral e na constatação de crescimento e sangramento da lesão. Entretanto, após análise multivariada apenas a idade menor de 20 anos e a história de sangramento permaneceram com maior risco de morte. CONCLUSÃO: Esta casuística difere da maioria dos estudos em relação à localização predominante (cabeça e pescoço), ao tipo histológico mais frequente (lentigo maligno/ lentigo maligno melanoma), à proporção de câncer de pele não-melanoma (27,7%) e ao maior risco de óbito em menores de 20 anos de idade, o que pode decorrer de variação regional ou da diferença de padrão de exposição solar. É coerente com a maioria dos autores em relação ao sexo prevalente (feminino), idade (média 55 anos), frequência de nevos atípicos (cerca de 20%) e história familiar de melanoma (10%). Afortunadamente, e de acordo com a tendência mundial e nacional, a maioria dos melanomas foi diagnosticada precocemente (72%), o que justifica o reduzido número de óbitos (4,2%). Têm-se como limitações o baixo número de casos em relação aos estudos populacionais e multicêntricos, a ausência de parâmetros histológicos importantes para o prognóstico - como a ulceração e o índice mitótico - e a dificuldade em classificar os indivíduos quanto à cor da pele. São necessários estudos mais amplos para validação dos resultados encontrados

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