Por meio da análise do comportamento do mercado norteamericano de capitais, este estudo
teve por objetivo identificar o efeito de mudanças estruturais externas no preço dos ativos dos
mercados emergentes. Em termos metodológicos, foi utilizado o modelo de Auto-Regressão
Vetorial e os testes de Dickey-Fuller, Granger e Função de Impulso-Resposta para determinar
se oscilações da taxa de juros americana de 10 anos e do Índice S&P 500 influenciam na
determinação da SELIC, Ibovespa e no MSCI EM e uma amostra de séries temporais com
dados mensais entre 2011-2016. Constatou-se que oscilações no índice S&P 500 e na taxa de
juros americana não foram estatisticamente significantes na determinação das variáveis dos
países emergentes. A taxa de juros brasileira apresentou determinação significante por suas
próprias variáveis defasadas, indicando que o comportamento passado da taxa de juros
influencia nas decisões futuras do COPOM. Apenas a variável Ibovespa respondeu a choques
inesperados no S&P 500 e na taxa de juros americana