Neoplasias de glândulas mamárias são responsáveis por aproximadamente 50%, ou seja,
metade dos tumores que acometem os cães, sendo essa a espécie doméstica que apresenta a maior
incidência de tumores de mama. As neoplasias mamárias são mais observadas em pacientes idosos,
vários estudos demonstram que o risco começa a ser significante por volta dos oito anos de idade e
aumenta linearmente. Além disso, fêmeas não castradas são mais susceptíveis a desenvolver tumores,
tendo em vista que a ovariohisterectomia (OHE) antes do primeiro ciclo estral mostra-se altamente eficaz
contra o aparecimento de neoplasias mamárias, enquanto que em cadelas submetidas à OHE após o
primeiro cio possuem risco significativamente maior. Também tem fatores como alimentação, utilização
de acetato de medroxiprogesterona como anticoncepcionais e a genética podem interferir na
susceptibilidade do animal em desenvolver tumores em mama. A oncogênese das neoplasias mamárias é
um processo ligado a mais de uma alteração molecular, como falhas em sistemas de reparo de DNA e
proliferação celular desordenada, sendo o potencial proliferativo ilimitado uma característica das
neoplasias malignas. A associação entre mutações nos genes BRCA e predisposição ao câncer em
humanos está bem descrita em literaturas, entretanto nos cães as informações de polimorfismos ainda
são muito escassas. O reconhecimento das neoplasias mamárias como uma doença de etiologia
genética, bem como o estudo dos mecanismos de iniciação e desenvolvimento tumoral associada a
técnicas da biologia molecular possibilita a identificação de novos marcadores tumorais, contribuindo
para a capacidade de detectar os cânceres em uma etapa mais precoce, inferindo positivamente no
prognóstico e sobrevida dos animais. Esse estudo visa pesquisar, identificar polimorfismos genéticos por
meio de técnica de RFLP, realizado em amostras de tecidos mamários neoplásicos e tecidos benignos de
cadelas após a realização de mastectomia