Este trabalho teve como tema a aterosclerose e os exames laboratoriais utilizados em seu diagnóstico e prognóstico. A hipótese levantada foi a de que elevações na concentração sérica de colesterol-total (CT) possam ser acompanhadas de elevações nos níveis de proteína C reativa de alta sensibilidade (PCR-AS) e, dessa forma, tornar o diagnóstico da doença mais exato. Neste sentido, foram determinados os níveis de CT e PCR-AS de 172 trabalhadores de empresas privadas, com mais de 18 anos. A coleta de sangue foi realizada após jejum de 10 a 14 horas e os exames de CT e PCR-AS foram realizados por método enzimático-colorimétrico e turbidimetria, respectivamente. Os trabalhadores também preencheram um questionário impresso para levantamento das variáveis sócio-demográficas, terapêuticas, patológicas e relacionadas ao estilo de vida. Os resultados foram descritos de forma quantitativa e analisados estatisticamente pelo teste do qui-quadrado e Anova (não paramétrico) seguido de Bonferroni (p<0,05). Foi demonstrado que o PCR-AS foi significativamente maior em pacientes com CT elevado. Além disso, a frequência de distribuição dos trabalhadores nas diferentes faixas de CT foi significativamente influenciada pelas variáveis faixa etária (p=0,0014*), moradia (p=0,0021*) e IMC (p=0,0058*). Já em relação ao PCR-AS, foram observadas frequências de distribuição significativamente diferentes nas diferentes faixas de IMC (p=0,0002*) e uso crônico de medicamento (p=0,0456*). Considerados em conjunto os resultados sugerem que pacientes com hipercolesterolemia e assintomáticos para doenças cardivasculares devem ter seus níveis de PCR-AS determinados como forma de diagnosticar, de maneira mais precisa, a aterogênese