This present paper attends the religious environment during the dutch occupation in Brazil
(1630 - 1654), as also as the coexistence between catholics, protestants, jews, africans and
indigenous enslaved, in addition to present how the public forces in Recife managed the
tension about the occupation of religious spaces in dispute, like the churches and the
synagogues, regulating on what is permitted and what is forbidden to do in terms of religion.
Lastly, it discusses the holy war fought between portugueses and flemishes with the aim of
showing which of the two aspects of Christianity - Catholic and Protestant - had God's help
during the battles, attesting which of the religions was the true one and which was an
instrument of lies. For such, it was developed a bibliographic analysis from texts of classical
historians and chroniclers who dealt with the topic of the Dutch occupation in Brazil, like
Antônio Gonsalves de Mello, Evaldo Cabral de Mello, Ronaldo Vainfas, Frans Leonard
Schalkwijk, Roberto Chacon de Albuquerque, Gaspar Barléu, Peter Hansen Hajstrup and Frei
Manuel Calado.Este presente trabalho trata do ambiente religioso durante a ocupação holandesa no Brasil
(1630-1654), bem como da convivência entre católicos, protestantes, judeus, escravizados
africanos e indígenas, além de apresentar como o poder político do Recife administrou a
tensão sobre a ocupação de espaços religiosos em disputa, como as igrejas e as sinagogas,
regulando o que era permitido e o que era proibido se fazer da religião. Por fim, se discute
acerca da guerra santa travada entre portugueses e flamengos com o objetivo de mostrar qual
das duas vertentes do cristianismo - católico e protestante - tinham o socorro de Deus durante
as pelejas, atestando qual das religiões era a verdadeira e qual era instrumento da mentira.
Para tal, foi desenvolvida uma análise bibliográfica a partir de textos de historiadores e
cronistas clássicos que tratam sobre o tema da ocupação neerlandesa no Brasil, como Antônio
Gonsalves de Mello, Evaldo Cabral de Mello, Ronaldo Vainfas, Frans Leonard Schalkwijk,
Roberto Chacon de Albuquerque, Gaspar Barléu, Peter Hansen Hajstrup e Frei Manuel
Calado