This paper seeks to examine the processing of logophoricity in Brazilian Portuguese (PB), more
specifically the one expressed by the pro-forma himself in anaphoric and logophoric position.
Authors such as Reinhart and Reuland (1993), Harris (2000), among others, point out that
anaphors and logos are governed by different modules in Universal Grammar.According to these
authors, anaphors are guided by syntactic factors such as location and c-command, while the
logophore may or may not observe these syntactic conditions. Based on these theoretical
assumptions, we performed three self-monitored reading experiments in order to find out if these
differences are observed in the online processing of the subjects. Our hypothesis was that the
processing of these two structures would be different and that the anaphors would be processed
more quickly compared to the logos.The results found showed that the resolution of anaphors and
logos is different, supporting the hypothesis formulated. In experiment 1, we obtained a
significant result for the type of proforma (p <0.001) and we did not have a significant result for
the concordance variable (p <0.63). In experiment 2 we found significant differences both for the
type of proforma and for the agreement through ANOVA (p <.0.002) and (p <0.0004). Finally, in
the third experiment, the result was significant for the type
of proforma by ANOVA (p <.0,005) and had no significant result for the variable compliance. Thus,
we obtained evidence that the syntactic factors guided the subjects when processing the
anaphoric himself, however, for the logophoric himself other factors influenced the coreferential
processing, going towards the theories explained in this thesis. Finally, we point
out that the Theory of Reflexivity (Reinhart and Reuland, 1993) seems to be the most
consistent to explain this phenomenon.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESO presente trabalho busca examinar o processamento da logoforicidade em português
brasileiro (PB), mais especificamente aquela expressada pela pró-forma ele mesmo em
posição anafórica e logofórica. Autores como Reinhart e Reuland (1993), Harris (2000),
dentre outros, apontam que anáforas e logóforos são regidos por módulos diferentes na
Gramática Universal. De acordo com esses autores, as anáforas são guiadas por fatores
sintáticos como localidade e c-comando, enquanto o logóforo pode ou não observar essas
condições sintáticas. Com base nesses pressupostos teóricos, fizemos três experimentos de
leitura automonitorada com a finalidade de saber se essas diferenças são observadas no
processamento online dos sujeitos. A nossa hipótese foi de que o processamento dessas duas
estruturas seria diferente e que as anáforas seriam processadas mais rapidamente se
comparadas o aos logóforos. Os resultados encontrados evidenciaram que a resolução de
anáforas e logóforos é diferente, corroborando a hipótese formulada. No experimento 1
obtivemos resultado significativo para o tipo da pró-forma (p < 0,001) e não tivemos resultado
significativo para a variável concordância (p < 0,63). No experimento 2 encontramos
diferenças significativas tanto para o tipo da pró-forma quanto para a concordância por meio
da ANOVA (p<.0,002) e (p<0,0004). Por fim, no experimento 3, o resultado foi significativo
para o tipo da pró-forma por meio da ANOVA (p < .0,005) e não tivemos resultado
significativo para a variável concordância. Dessa forma, obtivemos evidências de que os
fatores sintáticos guiaram os sujeitos ao processarem o ele mesmo anafórico, porém, para o ele
mesmo logofórico outros fatores influenciaram o processamento correferencial, indo em
direção às teorias explicitadas nesta tese. Por fim, apontamos que a Teoria da Reflexividade
(Reinhart e Reuland, 1993) parece ser a mais coerente para a explicação desse fenômeno