O presente artigo trata-se de um relato de experiência desenvolvido em um componente curricular eletivo em uma escola pública estadual de Ensino Médio no município de Aracruz-ES. O componente curricular eletivo no novo Ensino Médio constitui a parte diversificada do currículo sendo que a sua organização deve estar em consonância com a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os interesses e necessidades dos estudantes. Esta experiência de ensino aqui relatada foi realizada com estudantes dos dois turnos do ensino médio regular, sendo composto por um grupo heterogêneo de estudantes que fizeram a escolha por essa temática por motivos diversos, sendo um deles o preconceito vivenciado ou presenciado por eles. Idealizada por uma professora de História, a oferta foi encarada como uma oportunidade de continuidade a um trabalho já iniciado anos anteriores, denominado “Cuide-se”, que tem como propósito a realização de encontros de escuta ativa mediados por um grupo de psicólogas, onde a boa parte dos estudantes participantes neste projeto eram meninas negras. Também, por meio desta, desvela-se a oportunidade em se trabalhar temáticas silenciadas pelo currículo oficial, sendo utilizado para subsidiar esse trabalho a perspectiva decolonial, uma vez que a mesma reflete sobre a importância de dar visibilidade a sujeitos historicamente silenciados pela historiografia normativa de base ocidental. A decolonialidade portanto, além de base teórica para subsidiar a temática a ser desenvolvida, foi utilizada para se pensar as estratégias das propostas de atividades, ações e reflexões