Teonímia em língua brasileira de sinais: os sinais dos Orixás

Abstract

Name-giving and organizing the world through concepts and categories are human acts underlying lexicon production in any language. The lexicon of a language includes proper nouns, which particularize people, places, or things. Onomastics is the field of Linguistics devoted to studying proper names. This article focuses on the proper names of Orishas in Brazilian Sign Language (Libras). It analyzes 10 signs that name Orishas in Libras as to their formal and semantic-motivational aspects and taps into the iconicity underlying the relationships between these signs and their referents that might have influenced their creation. This qualitative, applied study is based on descriptive and documentary methods and draws theoretically on Castro (2001), Sousa (2019; 2022a; 2022b; 2023), and Vidigal and Teixeira (2014). Findings indicate that 7 out of the 10 signs are classified as morphologically simple, while the remaining are compound and constituted by Libras-only formants, i.e., without borrowing from the Portuguese language. Iconicity was found in all signs except for NANAN-BURUKU in the semantic-motivational analysis. Findings point to a strong relationship between the naming of Orishas in Libras and the visual experience of the deaf, especially through the iconic relationship between the signs and their referents.O ato de nomear e organizar o mundo por meio de conceitos e categorias é uma caraterística humana que proporciona a geração do léxico de uma língua. No universo lexical de uma língua estão os nomes próprios, que particularizam as pessoas, os lugares ou as coisas com um nome. A área da Linguística que se dedica ao estudo dos nomes próprios é a Onomástica. Neste artigo, interessam-nos os nomes próprios atribuídos aos Orixás do Candomblé na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Nosso objetivo é analisar dez sinais que nomeiam os Orixás do Candomblé em Libras quanto aos aspectos formais e semântico-motivacionais e verificar fatores de iconicidade que mostrem as relações entre o sinal e os referentes que possam ter influenciado a sua criação. Para fundamentar nosso estudo – de natureza aplicada, abordagem qualitativa e de procedimento descritivo e documental – tomamos por base os estudos de Castro (2001), Sousa (2019; 2022a; 2022b; 2023) e Vidigal e Teixeira (2014). Os resultados apontam que, quanto à classificação morfológica, dos dez sinais analisados, sete são do tipo simples e três do tipo composto, constituídos somente por formantes da Libras, sem empréstimo da língua oral. Quanto ao aspecto semântico-motivacional, a iconicidade é perceptível em todos os sinais, exceto no sinal NANÃ. Os dados evidenciam a forte relação das nomeações dos Orixás do Candomblé em Libras com a experiência visual dos surdos, especialmente por meio da relação icônica dos sinais com seus referentes

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