research article

Racismo e proibicionismo: um retorno ao pensamento social do negro no Brasil

Abstract

The ai mis to apprehend the main elements of Brazilian socio-historical formation that support and reinforce racism as an indispensable structure for the consolidation of drug prohibitionism and its contemporary US matrix, based on theorist who contributed to the social thinking of black people in Brazil. There is a fundamental issue in the relationship between prohibition and racism: the eminence of free work, post abolition and racism: the eminence of free work, post-abolition, and the form of integration of black people in the economic-social constitution of dependent capitalism, since the transition period. That is, there is a historical crossing between the racial division of work, the exclusion delegated to the black population inthe social order of Brazilian capitalism, and the support of scientific racism, eugenic social medicine together with the mental hygiene of psychiatry and Criminal Law, as embryonic landmarks of prohibition. The result of this is the criminalization of poverty shaped by racism, and the updating of the image of the drug user as a moral and criminal degenerate.El objetivo es aprehender los principales elementos de la formación sociohistórica brasileña que sustentan y refuerzan el racismo como estructura indispensable para la consolidación del prohibicionismo de las drogas y su matriz estadounidense contemporánea, a partir de teóricos que contribuyeron al pensamiento social de los negros en Brasil. Hay una cuestión fundamental en la relación entre prohibición y racismo: la eminencia del trabajo libre, la posabolición, y la forma en que los negros fueron integrados a la constitución económico-social del capitalismo dependiente, desde el período de transición. Es decir, hay un cruce histórico entre la división racial del trabajo, la exclusión delegada a la población negra en el orden social del capitalismo brasileño, y el apoyo del racismo científico, la medicina social eugenésica junto con la higiene mental de la psiquiatría y el Derecho Penal. , como hitos embrionarios de prohibición. El resultado de esto es la criminalización de la pobreza moldeada por el racismo, y la actualización de la imagen del consumidor de drogas como un degenerado moral y criminal.Objetiva-se apreender os principais elementos da formação socio-histórica brasileira que sustentam e reforçam o racismo como estrutura indispensável para a consolidação do proibicionismo às drogas e sua matriz contemporânea estadunidense, com base em teóricos que contribuíram para o pensamento social do negro no Brasil. Há uma problemática fundamental na relação entre proibição e racismo: a eminência do trabalho livre, pós-abolição e a forma de integração do negro na constituição econômico-social do capitalismo dependente, desde o período de transição. Ou seja, há um atravessamento histórico entre a divisão racial do trabalho, a exclusão delegada à população negra na ordem social do capitalismo brasileiro, e a sustentação do racismo científico, da medicina social eugenista junto ao higienismo mental da psiquiatria e do Direito Penal, como marco embrionário da proibição. O resultado disso é a criminalização da pobreza moldada pelo racismo, e a reatualização da imagem do usuário de drogas como degenerado moral e criminoso.

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