Em algum momento, toda pessoa atua como pedestre durante seus deslocamentos urbanos, para os quais os espaços construídos devem garantir qualidade e segurança. Nos campi universitários, onde há grande diversidade de pessoas devido às atividades de ensino, pesquisa, extensão e aos serviços oferecidos, a infraestrutura para os deslocamentos a pé deve atender às normas de acessibilidade vigentes, além de proporcionar conforto e segurança. Nesse contexto, este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a caminhabilidade em um campus universitário brasileiro, utilizando uma abordagem multimétodos. O estudo de caso foi realizado no campus da UNESP em Marília/SP. A metodologia envolveu o uso de indicadores de desempenho e um índice para avaliar a qualidade da infraestrutura para pedestres, além de uma análise de acessibilidade e visibilidade utilizando a sintaxe espacial e grafos de visibilidade no nível dos joelhos e dos olhos. Os resultados revelaram que aspectos como legibilidade, segurança e seguridade necessitam de maior atenção por parte dos gestores locais para melhorar a caminhabilidade. Além disso, a análise da sintaxe espacial indicou uma baixa conexão entre os caminhos, resultando em deslocamentos mais longos. A análise dos grafos de visibilidade identificou áreas com obstruções visuais, impactando a percepção do ambiente pelos pedestres. Espera-se que os resultados sirvam de orientação para implementar melhorias no campus e orientar a criação de novos campi universitários