Objetivo: mapear as práticas forenses desempenhadas por enfermeiros em unidades de urgência e emergência no atendimento a vítimas de violência. Método: trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme as diretrizes do Instituto Joanna Briggs, seguindo o diagrama PRISMA. Foram analisados documentos em português, inglês e espanhol, excluindo-se aqueles de acesso restrito. A extração de dados foi realizada por dois pesquisadores independentes, com mediação de um terceiro para resolução de inconsistências. Resultados: a assistência de enfermagem ofertada às vítimas de violência revelou convergências entre os diferentes tipos de violência contemplados nos 30 estudos analisados, no idioma inglês, espanhol e português. Os achados foram sistematizados em três categorias analíticas: práticas forenses realizadas, tipos de vestígios coletados e preservados, e dificuldades reportadas pelos profissionais. Conclusão: este trabalho logrou êxito em mapear as práticas forenses executadas por enfermeiros. Em unidades de urgência e emergência, esses profissionais desempenham ações forenses essenciais, como o acolhimento humanizado, a anamnese detalhada e a preservação de vestígios. Contudo, enfrentam entraves significativos, incluindo a ausência de protocolos atualizados, a insuficiência de infraestrutura operacional e a carência de capacitação específica. Mesmo na ausência de especialização forense, as práticas observadas exibem notável alinhamento com as recomendações direcionadas a enfermeiros forenses. Descritores: Enfermagem forense. Emergência. Violência; Vítimas de crime