Objetivo: Compreender as relações promotoras e ameaçadoras da esperança familiar na gestação e nos cuidados com o neonato de risco. Método: Pesquisa qualitativa, orientada pelo referencial teórico de Entendimento da Natureza Complexa da Esperança, realizada entre dezembro de 2021 e março de 2022, com 28 integrantes de 14 famílias atendidas em um ambulatório multiprofissional de atenção ao neonato de risco em Minas Gerais, Brasil. Dados obtidos a partir de entrevista em história oral temática permitiram a construção de narrativas, genogramas e ecomapas, os quais foram submetidos aos procedimentos da análise temática dedutiva. Resultados: O estudo evidenciou as relações promotoras e ameaçadoras da esperança familiar. Relações conflituosas, de insegurança, de indiferença à situação vivida e de indisponibilidade para construção de vínculos ameaçaram a esperança. Reciprocidade, vinculação, relação com Deus, autoconfiança e proteção com o neonato foram elementos constituintes de relações promotoras da esperança na gestação e nos cuidados neonatais. Conclusão: A esperança familiar foi construída e ressignificada nas relações intrapessoais e interpessoais. Apesar das incertezas vivenciadas pelas famílias, a esperança foi fortalecida na relação consigo mesmo, com familiares, profissionais e com o transcendente, gerando intimidade e sentimento de pertencimento. Conhecer este contexto, pode auxiliar os enfermeiros na promoção da esperança familiar, através de uma escuta atenta e resolutiva, orientações assertivas sobre o risco gestacional e neonatal e apoio nos cuidados. Descritores: Esperança. Família. Gravidez de alto risco. Recém-nascido. Pesquisa em enfermagem