Introduzido na contabilidade brasileira por meio da Lei no. 11.638/07 e regulamentada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC 01 no ano de 2007 por determinação da resolução no. 1.055 do Conselho Federal de Contabilidade e revisado em 2010, o teste de Recuperabilidade de Ativos tem o objetivo de garantir que os ativos registrados nas demonstrações contábeis não estejam avaliados, monetariamente, superiores ao valor recuperável por uso ou por venda. Nesse sentido, o objetivo deste presente artigo é verificar, por meio de evidências coletadas junto a contadores membros da Associação de Contabilistas do Vale do Paranhana– ACON–, em qual proporção o teste de recuperabilidade de ativos vem sendo aplicado nas empresas e qual o impacto que a aplicação do teste traz às empresas. Tem-se como objetivos específicos identificar a dimensão e a posição da aplicabilidade do teste. Para atingir os objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa com abordagem quali-quantitativa, por meio da elaboração de um questionário com perguntas abertas e fechadas, e enviado a um universo de oitenta e três contabilistas, com retorno de treze profissionais da área contábil. Foi possível identificar que os profissionais da área contábil, em sua maioria, não estão devidamente apropriados quanto ao objetivo do Teste de Recuperabilidade de Ativos, bem como as empresas em pouca proporção realizam o teste. A partir das demonstrações contábeis de uma empresa, que publica semestralmente seu balanço em jornal de circulação da região Norte do Estado do Rio Grande do Sul, foi simulado o teste de Recuperabilidade de Ativos a valor de venda e para fins de demonstração de cálculo do teste de Recuperabilidade por uso, utilizou-se um exemplo didático