O Acordo de Não Persecução Penal e sua aplicação no tempo aos casos anteriores a sua vigência

Abstract

The Criminal Non-Persecution Agreement (ANPP) is the newest negotiated criminal justice institute to be established between the Public Ministry and the accused. The ANPP is a mechanism for promoting an extrication criminal policy, since its application extends to most crimes provided for in the Penal Code and extravagant legislation, bringing as punishment the fulfillment of obligations other than deprivation of liberty. However, its application is still not uniform, as the doctrine, as well as the higher courts, has not yet settled the issue of retroactivity of the agreement, as it is a mixed procedural law with a more beneficial character to the accused/defendants. The purpose of this article is to draw an overview of the ANPP institute, establishing the following points: constitutionality, legal nature, application in time and, based on the established premises, to establish the limits of scope of the norm, as well as to give it the fairer and more adequate interpretation having as a parameter the accusatory system and the constitutional norms that govern the matter. The methodology adopted is bibliographic research, using the hypothetical logical-deductive method of study. In this vein, the Criminal Non-Prosecution Agreement is understood as a subjective right of the defendant, arising from a mixed, procedural, and criminal norm, which deals with material rights such as the extinction of punishment, and must, therefore, retroact to reach all previous cases. its validity, except for the res judicata, according to the Federal Constitution of 1988 in its art. 5th item XL.El Acuerdo de No Persecución Penal (ANPP) es el más reciente instituto de justicia penal negociado que se establecerá entre el Ministerio Público y los imputados. La ANPP es un mecanismo para promover una política penal de extricación, ya que su aplicación se extiende a la mayoría de los delitos previstos en el Código Penal y legislación extravagante, trayendo como sanción el cumplimiento de obligaciones distintas a la privativa de libertad. Sin embargo, su aplicación aún no es uniforme, ya que la doctrina, al igual que los tribunales superiores, aún no ha resuelto la cuestión de la retroactividad del acuerdo, por tratarse de un derecho procesal mixto con un carácter más benéfico para los imputados/demandados. El presente artículo tiene como objetivo trazar un panorama del instituto ANPP, estableciendo conceptualizar los siguientes puntos: constitucionalidad, naturaleza jurídica, aplicación en el tiempo y desde las premisas establecidas, para establecer los límites de alcance de dicha norma, así como para dar es la interpretación más justa y adecuada teniendo como parámetro el sistema acusatorio y las normas constitucionales que rigen la materia. La metodología adoptada es la investigación bibliográfica, utilizando el método de estudio hipotético lógico-deductivo. En este sentido, el Acuerdo de No Prosecución Penal se entiende como un derecho subjetivo del imputado, derivado de una norma mixta, procesal y penal, que trata de derechos materiales como la extinción de la pena, debiendo, por tanto, retrotraerse para alcanzar todos los casos anteriores su validez, salvo la cosa juzgada, conforme a la Constitución Federal de 1988 en su art. 5º artículo XL.O Acordo de não Persecução Penal (ANPP) é o mais novo instituto de justiça penal negociada a ser entabulado entre Ministério Público e indiciado. O ANPP é um mecanismo de promoção de política criminal desencarceradora, uma vez que sua aplicação se estende à maioria dos crimes previstos no Código Penal e legislação extravagante, trazendo como punição o cumprimento de obrigações diversas da privação de liberdade. Todavia, a sua aplicação ainda não é uniforme, pois a doutrina, assim como os tribunais superiores, ainda não pacificou a questão da retroatividade do acordo, por se tratar de lei processual mista com caráter mais benéfico aos acusados/réus. O objetivo do presente artigo é traçar um panorama geral sobre o instituto do ANPP estabelecendo conceituando os seguintes pontos: constitucionalidade, natureza jurídica, aplicação no tempo e a partir das premissas estabelecidas firmar os limites de alcance da referida norma, assim como conferir-lhe a interpretação mais justa e adequada tendo como parâmetro o sistema acusatório e as normas constitucionais que regem a matéria. A metodologia adotada é pesquisa bibliográfica, utilizando como método de estudo o hipotético logico-dedutivo. Nesse diapasão, o Acordo de Não Persecução Penal é entendido como um direito subjetivo do réu, oriundo de uma norma mista, processual e penal, que trata de direitos materiais como a extinção da punibilidade, devendo, portanto, retroagir para alcançar todos os casos anteriores a sua vigência, ressalvado o trânsito em julgado, conforme disciplina a Constituição Federal de 1988 em seu art. 5º inciso XL

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