Objetivo - Verificar concordância entre a presença de cálcio no botão aórtico vista em radiografia simples de tórax em posição póstero-anterior e a existência de ateromasia coronariana, diagnosticada pela cinecoronariografia Metodologia - Foram analisadas as radiografias de 50 pacientes internados no Conjunto Hospitalar de Sorocaba e no Hospital Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba com diagnóstico clínico de insuficiência coronariana, encaminhados ao Laboratório de Hemodinâmica do Hospital Santa Lucinda, da Faculdade de Medicina de Sorocaba, para a realização de cinecoronariografia. A análise das radiografias de tórax baseou-se na verificação da presença de placas de cálcio no botão aórtico, quantificadas de maneira subjetiva em pouco, médio e muito. Esses dados foram, então, comparados com o resultado dos laudos de cateterismo no intuito de verificar eventual concordância entre eles. Resultados - Nos 50 pacientes estudados, houve concordância entre os achados na radiografia do botão aórtico e cinecoronariografia em 32 casos (64%), e discordância em 18 casos (36%). O teste de McNemar mostrou que essa discordância é significante (P = 0,0038) para os resultados observados ao raio X, a cinecoronariografia. A identificação de ateromas coronarianos foi de 84%, e a visualização de cálcio no botão aórtico ao raio X foi de 60%. Embora a discordância seja significante, vale salientar que, quando observadas calcificações no botão aórtico (30 casos), 27 casos (90%) apresentaram ateromas em coronárias vistos ao cateterismo. Conclusão - O estudo mostra uma discordância significante entre a presença de cálcio no botão aórtico ao raio X e ateromasia coronariana ao cateterismo. Entretanto, o mesmo sugere que, quando visualizadas calcificações nas radiografias, existe uma grande probabilidade de haver comprometimento corariano associado. Quanto maior o número de artérias coronárias comprometidas com aterosclerose, maior é a probabilidade de se visualizar placas de cálcio ao raio X