O objetivo deste artigo é abordar a emergência da intervenção médica sobre a infância em Teresina, a construção do elo entre mulheres e médicos que lhe deu sustentação, em nome da defesa da criança e da pátria, e as estratégias empreendidas para difundir noções de higiene e de puericultura, então consideradas imprescindíveis à saúde da criança, nas décadas de 1930 e 1940, quando da implantação de instituições de saúde materno-infantil, na cidade. Argumenta-se que o ideal de um corpo infantil saudável, defendido pelos médicos, embasava-se na inserção destes profissionais na gestão da reprodução e da infância e na redefinição da maternidade, a partir da proposta de incorporação de princípios científicos às práticas de maternagem