research article

Estudo anatomopatológico dos pólipos endometriais diagnosticados por histeroscopia

Abstract

The incidence of malignancy in polypoid formations of the endometrium has been recently studied in several countries and it is shown to be between 0 and 4.8% in most studies. The increasing use of transvaginal ultrasonography, even in asymptomatic women, has increased the frequency of this diagnosis in our country. Several studies recommend the excision and histological evaluation of all the polypoid lesions visualized on the hysteroscopic examination in order to exclude malignancy, although this approach is not consensual (especially when the patients are young or asymptomatic). The present study evaluated 458 results of anatomopathological exams of specimens with hysteroscopic diagnosis of endometrial polyps, admitted to a general pathology laboratory. Hysteroscopic diagnosis was confirmed in 79.9% of  the cases (76.0–83.3%, 95%CI) and the prevalence of adenocarcinoma was 5.25% (3.7–7.9%, 95%CI) in all the exams. Cellular  atypia in simple or complex glandular hyperplasia was identified in 1.9% of all endometrial polyps (0.9–3.8%, 95%CI). Age greater than or equal to 51 years behaved as a variable strongly associated with a higher prevalence of malignant and premalignant lesions, which in this group represented 12.2% of diagnoses. Compared to the group of patients aged between 41 and 50 years, the prevalence ratio was 2.96, with OR=3.23. The prevalence of 6.99% of premalignant and malignant lesions found in the general population of this study justifies the recommendation of hysteroscopic excision and histopathological examination of any findings in the endometrial cavity, regardless of their size or benign macroscopic aspect.A incidência de malignidade em formações polipoides do endométrio tem sido estudada recentemente em diversos países, encontrando-se entre 0 e 4,8% na maioria dos trabalhos. A crescente utilização da ultrassonografia transvaginal mesmo em mulheres assintomáticas aumentou a frequência desse diagnóstico em nosso meio. Diversos estudos recomendam a exérese e a avaliação histológica de toda a lesão polipoide visualizada no exame histeroscópico para exclusão de malignidade, porém essa abordagem não é consensual, sobretudo quando as pacientes são jovens ou assintomáticas. O presente estudo avaliou 458 resultados de exames anatomopatológicos de pacientes com diagnóstico histeroscópico de pólipo endometrial, admitidas em laboratório de patologia geral. O diagnóstico histeroscópico confirmou-se em 79,9% dos casos (76,0–83,3%, IC95%) e a prevalência do adenocarcinoma foi de 5,25% (3,7–7,9%, IC95%) em todos os exames. As atipias celulares foram identificadas em hiperplasias glandulares simples ou complexas em 1,9% do total de pólipos endometriais (0,9–3,8%, IC95%). A idade maior ou igual a 51 anos comportou-se como variável fortemente associada à maior prevalência de lesões malignas e pré-malignas, que nesse grupo etário representou 12,2% dos diagnósticos. Comparando-se ao grupo de pacientes com idade entre 41 e 50 anos, a razão de prevalência foi de 2,96, com odds ratio de 3,23. A prevalência de 6,99% de lesões pré-malignas e malignas encontrada na população geral do estudo em pauta justifica a preconização da exérese histeroscópica e o exame histopatológico de todo achado na cavidade endometrial, independentemente do tamanho ou do aspecto macroscópico benigno que o pólipo possa aparentar

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