Introduction: Intestinal parasitoses lead to high morbidity and mortality rates, mainly in endemic areas; however, little is known about their prevalence in the Southern region of Brazil. The aim of the current study is to report the prevalence of intestinal parasitosis and to assess such prevalence according to gender. Methods: Analytical, transversal and retrospective design including parasitological stool tests performed in a university hospital. Results: We included 3,126 parasitological stool test results in the study – 44% of them were from men and 10.1% of the total were positive. Commensal protozoa were the most frequent parasites (7.7%) and Endolimax nana was the most prevalent protozoan (3.7%). Giardia lamblia was the most frequent pathogenic parasite (1.3%), and it was followed by Strongyloides stercoralis (0.7%). Men presented higher positive result rates (13.0% vs. 7.8%; p<0.001) for commensal (7.2% vs. 5.1%; p=0.016) and pathogenic parasites (4.5% vs. 1.8%; p<0.001); as well as for protozoa (10.7% vs. 6.4%; p<0.001) and for nematodes (1.4% vs. 0.6%; p=0.036). Similarly, men presented a higher positive result ratio for E. nana (5.2% vs. 2.6%; p<0.001), Entamoeba coli (3.5% vs. 1.6%; p<0.001), G. lamblia (2.2% vs. 0.6%; p<0.001) and S. stercoralis (1.1% vs. 0.3%; p=0.013) than women. Conclusion: parasites were found in 10% of the examined samples and commensal parasites were the most prevalent. Men showed higher enteroparasitosis rates than women.Introdução: As parasitoses intestinais apresentam elevada morbimortalidade, especialmente em áreas endêmicas. O Brasil é um país de extrema heterogeneidade econômica e pouco se sabe sobre a prevalência de parasitoses intestinais na região Sul. O objetivo desse estudo é relatar a prevalência de parasitoses intestinais em exames de fezes, e avaliar se há diferenças em relação ao gênero. Métodos: Estudo de coorte histórico, analítico transversal, que avaliou exames parasitológicos de fezes (PPFs) realizados em laboratório de Hospital Universitário. Resultados: Foram incluídos 3.126 resultados de PPFs, onde 44,4% pertenciam a homens e 10,1% eram positivos. Protozoários comensais foram os mais frequentes (7,7%) e E. nana foi o mais prevalente (3,7%). Entre os patogênicos, o mais frequente foi G. lamblia (1,3%), seguido de S. stercoralis (0,7%). De uma forma geral, os homens apresentaram maior proporção de exames positivos (13,0% vs. 7,8%; P < 0,001), tanto para parasitos comensais (7,2% vs. 5,1%; P = 0,016), quanto para patogênicos (4,5% vs. 1,8%; P < 0,001); tanto para protozoários (10,7% vs. 6,4%; P < 0,001) quanto para nematodos (1,4% vs. 0,6%; P = 0,036). Igualmente, os homens apresentaram uma maior proporção de resultados positivos para E. nana (5,2% vs. 2,6%; P < 0,001), E. coli (3,5% vs. 1,6%; P < 0,001), G. lamblia (2,2% vs. 0,6%; P < 0,001) e S. stercoralis (1,1% vs. 0,3%; P = 0,013) quando comparados às mulheres. Conclusões: Parasitos foram encontrados em 10% dos exames, sendo os comensais mais prevalentes. Os homens exibiram maior proporção de enteroparasitoses que as mulheres