Refletir sobre o Estado moderno requer a compreensão do processo de globalização, que se
consolida por meio de atores transnacionais. Dessa maneira, é importante discutir a forma de interação
entre o Estado e o setor não-governamental que, atuando como grupos de pressão, cria políticas
globais que debilitam gradualmente a centralidade do Estado e geram uma crise de governabilidade.
Como as políticas globais são realizadas em instâncias locais, a abordagem beyond the state se torna
vulnerável na medida em que o Estado é agente, se não definidor, implementador dessas políticas. Para
tanto, faz-se oportuna uma associação entre o Estado e o setor não-governamental, permitindo que
um processo descentralizador e participativo favoreça os elementos para o redesenho do Estado.Reflexionar sobre el Estado moderno requiere la comprensión del proceso de globalización que
se consolida por intermedio de actores transnacionales. En este aspecto es importante discutir la
forma de interacción entre el Estado y el sector no gubernamental que, actuando como grupos de
presión, cría políticas globales que debilitan gradualmente la centralidad del Estado y generan una
crisis de gobernabilidad. Como, sin embargo, las políticas globales se realizan en instancias locales, el
abordaje “beyond the state” se vuelve vulnerable en la medida en que el Estado es agente, si no
definidor, implementador de esas políticas. Para tanto, se hace oportuna una sociedad entre el
Estado y el sector no gubernamental, permitiendo que un proceso descentralizador y participativo
favorezca elementos para rediseñar el Estado.Revista do Serviço Público - RSP, v. 59, n. 2, p. 245-252Estado e Governo. Governança. GovernabilidadeISSN Impresso: 0034-9240ISSN Eletrônico: 2357-8017RSP Revisitada: texto originalmente publicado na RSP de 1994 (vol. 118, ano 45, n.3