Este trabalho analisará, no discurso da charge, o papel da memória discursiva, enquanto efeito de sentido. Tem como ponto de partida a noção de memória discursiva, conforme os pilares da Análise do Discurso de Linha Francesa, (AD), fundada por Michel Pêcheux. Propomos a ideia de que a imagem é uma operadora, arte da memória social. Tal afirmação partiu da hipótese de que, em charges, há um relacionamento inerente entre a imagem e a memória, ou seja, há uma relação de sentido, através da memória social presente no interdiscurso. Para tanto, tomamos como objeto de análise três charges, veiculadas em jornais impresso e online. O trabalho pressupõe a perene incompletude dos fatos da linguagem, compreendendo que o dizer é sempre ponto de deriva para outros sentidos