Complexo de serviços e taxa de câmbio real: o caso do Brasil

Abstract

As quatro explicações para a trajetória da taxa de câmbio real de longo prazo de uma economia correspondem ao modelo de diferenciais de produtividade de Balassa (1964) e Samuelson (1964), ao modelo de dotação relativa de fatores (Heckscher-Ohlin), ao modelo de gostos não homotéticos de Bergstrand (1991) e ao modelo de diferenciais de desenvolvimento do “complexo de serviços” de Lemos (1988). Os três primeiros modelos estão testados na literatura empírica sobre o tema. Estimou-se, neste trabalho, um modelo para a taxa de câmbio real brasileira visando a testar a hipótese do diferencial de desenvolvimento do “complexo de serviços”. Os resultados encontrados corroboram a hipótese de aderência do modelo para o caso brasileiro.AbstractThere are four different explanations in the international trade literature for the long-term course of the real exchange rate: the productivity-differential model (Balassa, 1964; and Samuelson, 1964), the relative-factor-endowments model (Heckscher-Ohlin), Bergstrand’s (1991) nonhomothetic tastes model, and the differentials of the “service complex” development model (Lemos, 1988). An equation for the Brazilian real exchange rate was estimated in this paper (1955-1999) and a proxy variable for the differentials of the services sector development were included in the equation. The econometric procedures were based on the Engle-Granger and Johansen methods. The results do not reject the hypothesis put forward in this paper. Key words: Real exchange rate. Service complex. International liquidit

    Similar works