Glossolalia, one of the most researched phenomena of the Christian world, can be viewed from three basic perspectives: (1) as a normal expression of known languages, but improper for the occasion, violating the accepted diglossia (naturalistic model), (2) as a supernatural expression of unlearned human languages (miraculous model), and (3) as an enthusiastic expression of inarticulate speech (ecstatic model). The biblical pattern seems to fit better into the miraculous model, but could include elements of the ecstatic model. For both Luke and Paul, the gift of tongues is an inspired intelligible utterance with multiple purposes, revelational/doxological content, and one source/origin (the Spirit). After decades of research, the ambiguity of this phenomenon still remains. However, a few provisional “certainties” can be outlined: (1) the understanding of glossolalia is highly dependent on one’s theological presuppositions; (2) the glossolalic phenomenon is not peculiar to Christian charismatism; (3) glossolalia has multiple possible sources; (4) modern glossolalia can be identified with a learned behavior and bear no intelligible content; (5) glossolalia has a communitarian dimension; (6) glossolalia implies an altered state of consciousness; (7) current psychological research on glossolalia seems more objective; (8) glossolalia should not be taken as a sign of orthodoxy or higher spiritual status; (10) glossolalia in Christian settings should have a minimum of correspondence to the New Testament phenomenon.A glossolalia, um dos fenômenos mais pesquisados do mundo cristão, pode ser vista a partir de três perspectivas básicas: (1) como uma expressão normal de línguas conhecidas, mas impróprias para a ocasião, violando a diglossia estabelecida (modelo naturalístico), (2) como uma expressão sobrenatural de línguas humanas não aprendidas (modelo miraculoso) e (3) como uma expressão entusiástica de fala inarticulada (modelo extático). O padrão bíblico parece se encaixar melhor com o modelo miraculoso, mas pode incluir elementos do modelo extático. Para Lucas e Paulo, o dom de línguas é uma elocução inspirada e inteligível, com múltiplos propósitos, conteúdo revelacional/doxológico e uma fonte/origem (o Espírito). Após décadas de pesquisa, o fenômeno continua ambíguo, mas algumas “certezas” provisórias podem ser esboçadas: (1) a compreensão da glossolalia depende das pressuposições teológicas da pessoa; (2) o fenômeno glossolálico não é peculiar ao carismatismo cristão; (3) a glossolalia pode ter múltiplas fontes; (4) a glossolalia moderna pode ser identificada com um comportamento aprendido e não apresenta conteúdo inteligível; (5) a glossolalia tem uma dimensão comunitária; (6) a glossolalia implica um estado alterado de consciência; (7) a pesquisa atual sobre a glossolalia parece ser mais objetiva; (8) a glossolalia não deve ser considerada um sinal de ortodoxia ou status espiritual mais elevado; (10) a glossolalia no ambiente cristão deve ter um mínimo de correspondência com o fenômeno descrito no Novo Testamento