How can resist and oppose the adoption of a technology that has been widely used and defended by public managers as essential to collective security? This concern was the basis for the development of this article, which analyses the mobilization actions carried out by three Brazilian civil society groups claiming for a ban on the use of facial recognition: ‘Tire Meu Rosto Da Sua Mira,’ ‘#SaiDaMinhaCara,’ and ‘Sem Câmera na Minha Cara.’ Through documentary research, analysis of communication and mobilization activities, and semi-structured interviews with members of these three coalitions, it is concluded that there are a) several common strategies and actions; b) ongoing dialogue between the initiatives, which enhances collaborative work; and c) a focus on mobilization in the digital realm. It can also be asserted that the expansion of activities beyond the digital sphere, through partnerships with territorial entities, presents both a challenge and an opportunity for broadening the dialogue with diverse audiences.Como resistir e se opor à adoção de uma tecnologia que tem sido largamente utilizada e defendida por gestores públicos como essencial à segurança coletiva? Esta inquietação foi a base para o desenvolvimento deste artigo, que analisa ações de mobilização realizadas por três articulações da sociedade civil brasileira que reivindicam o banimento do uso de reconhecimento facial: Tire Meu Rosto Da Sua Mira, #SaiDaMinhaCara e Sem Câmera na Minha Cara. Por meio de levantamento e análise documental e entrevistas semiestruturadas, conclui-se que uma série de iniciativas em comum têm contribuído para a ampliação das discussões sobre a temática. Por outro lado, aponta-se aqui, como desafio principal, a necessidade de diálogo com setores da população que não têm uma presença constante no digital e, vale frisar, estão entre os alvos prioritários das tecnologias de vigilância instaladas nos espaços públicos