Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
A arterite temporal de células gigantes é uma forma de vasculite granulomatosa que atinge principalmente artérias de grande e médio calibre, com taxa de incidência combinada de 10 por 100.000 pessoas acima dos 50 anos, sendo o envelhecimento o principal fator de risco reconhecido até o momento. Seu quadro clínico caracteriza-se por cefaleia unilateral, temporal ou frontotemporooccipital e claudicação de mandíbula. Também pode ocorrer a associação com polimialgia reumática, distúrbios visuais, incluindo amaurose, e sintomas de acometimento do arco aórtico, como claudicação de membros superiores. É uma doença de difícil diagnóstico, especialmente devido à sua apresentação clínica variável, aos sintomas frequentemente inespecíficos e que podem se sobrepor a outras condições mais comuns em idosos. Além disso, não existe um único teste diagnóstico que seja suficiente para confirmar a doença e sua propedêutica inclui biópsia da artéria temporal, exames de imagem, como ultrassonografia e FDG-PET, e marcadores inflamatórios sanguíneos. É de suma importância o reconhecimento precoce e a abordagem terapêutica a fim de evitar desfechos desfavoráveis, como a perda irreversível da visão. O uso de corticosteroides é o tratamento de escolha inicial, entretanto, medicamentos imunomoduladores podem ser úteis em casos mais graves, como metotrexato ou tocilizumabe. Dessa forma, o objetivo do estudo é relatar o caso de uma paciente com arterite de células gigantes com manifestações graves, que apresentou boa resposta a terapia precoce, com estabilidade do quadro, além de discutir as principais formas de abordagem diagnósticas e terapêuticas