research article

Tromboembolismo pulmonar: atualizações no diagnóstico, tratamento e prevenção

Abstract

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave caracterizada pela obstrução da artéria pulmonar ou de seus ramos por êmbolos, geralmente originados de trombos venosos profundos. Sua fisiopatologia envolve processos complexos de coagulação e inflamação, resultando em aumento da resistência vascular pulmonar, disfunção ventricular direita e, em casos graves, choque cardiogênico. Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento do TEP, incluindo imobilização prolongada, neoplasias, trombofilias hereditárias, uso de contraceptivos hormonais e cirurgias de grande porte. As manifestações clínicas do TEP variam amplamente, desde sintomas inespecíficos, como dispneia e dor torácica, até apresentações graves com hipotensão e colapso circulatório. O diagnóstico requer uma abordagem combinada, utilizando escores clínicos, biomarcadores, exames de imagem, como angiotomografia pulmonar e cintilografia de ventilação-perfusão, além da ultrassonografia venosa dos membros inferiores para identificação de trombose venosa profunda. A estratificação de risco é essencial para definir a conduta terapêutica, que pode incluir anticoagulação, trombólise ou intervenções endovasculares. O manejo clínico do TEP visa restaurar a perfusão pulmonar e prevenir recorrências. Pacientes de baixo risco são tratados com anticoagulantes orais diretos ou heparina, enquanto casos de alto risco podem necessitar de trombólise sistêmica ou trombectomia. Em determinadas situações, o uso de filtros de veia cava inferior pode ser indicado. O prognóstico depende da gravidade da apresentação inicial, das comorbidades associadas e da eficácia do tratamento instituído. Complicações, como hipertensão pulmonar tromboembólica crônica e insuficiência cardíaca direita, podem ocorrer, exigindo acompanhamento prolongado. A prevenção do TEP é fundamental, especialmente em pacientes hospitalizados ou submetidos a cirurgias de grande porte. Medidas como profilaxia farmacológica com heparinas de baixo peso molecular e dispositivos de compressão pneumática reduzem significativamente a incidência da doença. Estratégias adicionais incluem a mobilização precoce e a identificação de indivíduos com risco elevado, permitindo intervenções personalizadas e redução da morbimortalidade associada ao TEP

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