research article

Trauma torácico: classificação, diagnóstico e abordagens terapêuticas no manejo das lesões torácicas agudas

Abstract

O trauma torácico representa uma importante causa de morbimortalidade no contexto do trauma, sendo dividido em contuso e penetrante. A classificação baseia-se tanto no mecanismo quanto na extensão das lesões, influenciando diretamente na abordagem terapêutica. O trauma torácico contuso é mais comum, geralmente resultante de acidentes automobilísticos ou quedas, enquanto o penetrante está frequentemente relacionado a ferimentos por arma branca ou de fogo. Independentemente do tipo, essas lesões podem comprometer estruturas vitais, como pulmões, coração, grandes vasos e vias aéreas. A avaliação inicial do paciente com trauma torácico deve seguir o protocolo ABCDE, com ênfase em garantir a perviedade das vias aéreas e estabilidade hemodinâmica. Exames de imagem, como radiografia de tórax, ultrassonografia e tomografia computadorizada, são essenciais para o diagnóstico rápido e preciso das lesões. A ultrassonografia torácica, por exemplo, tem se destacado na detecção de pneumotórax e hemotórax em ambientes de emergência, aumentando a sensibilidade diagnóstica e acelerando a tomada de decisão. As principais lesões torácicas incluem fraturas costais, pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar, lesões traqueobrônquicas, lacerações cardíacas e ruptura da aorta. Essas complicações podem evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, tamponamento cardíaco ou choque hemorrágico, exigindo intervenções imediatas. Além disso, algumas manifestações, como o quilotórax ou o trauma cardíaco contuso, podem ter apresentação tardia e requerem vigilância clínica contínua. O tratamento varia conforme a gravidade e o tipo da lesão, podendo envolver desde medidas conservadoras com analgesia e suporte ventilatório até procedimentos invasivos, como drenagem torácica, toracotomia ou videotoracoscopia. A abordagem multidisciplinar, envolvendo cirurgiões torácicos, intensivistas e radiologistas, é fundamental para otimizar os desfechos clínicos. O avanço das técnicas minimamente invasivas também tem contribuído para a redução de complicações, tempo de internação e melhora na recuperação dos pacientes politraumatizados

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