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Tratamento cirúrgico da acalásia idiopática em paciente pediátrico: um relato de caso

Abstract

A acalasia, cujo principal sintoma é a disfagia,  é o distúrbio motor primário mais comum do esôfago, que manifesta-se com maior incidência em indivíduos entre 25 e 60 anos, com maior frequência antes dos 40 anos. Relato de caso: paciente do sexo feminino, 17 anos, com queixa de disfagia progressiva há cerca de 1 ano, associado  a esofagite irritativa e hernia hiatal. Realizou endoscopia digestiva alta (EDA), esofagograma e manometria esofágica que evidenciou megaesôfago grau 1 com ausência de peristaltismo em 100% do esôfago. Foi realizada redução da hérnia hiatal e confecção da válvula anti-refluxo à Nissen (360º). Discussão: A acalasia é uma doença crônica do esôfago caracterizada pela inflamação e degeneração dos neurônios responsáveis por inibir o esfíncter esofágico inferior (EEI), o que impede o relaxamento adequado dessa estrutura. Os sintomas mais comuns incluem disfagia, dor retroesternal, regurgitação de alimentos e perda ponderal. O diagnóstico geralmente requer três exames principais: radiografia com contraste de bário, manometria esofágica de alta resolução e EDA. Os diagnósticos diferenciais para acalasia incluem esclerodermia, esôfago hipercontrátil, espasmo esofágico distal e esôfago em martelo de ferreiro (Provenza; Romanelli, 2025). Conclusão: O tratamento mais seguro e eficaz para a acalasia continua sendo a cirurgia, que envolve a secção das fibras musculares do EEI que não está funcionando corretamente (conhecida como cardiomiotomia de Heller). Para minimizar o risco de desenvolver DRGE após a cardiomiotomia, que inicialmente era realizada de forma isolada, a técnica foi posteriormente combinada com uma fundoplicatura (Andrási et al., 2021)

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