recensioncompte-rendu dans la revue PROA de l'Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Revista de antropologia e arte, vol. 01, n. 02, novembre 2010, ISSN 2175-6015. " Resenha do livro Les mondes de l'harmonie (DUBOIS, MEON, PIERRU), Paris, La Dispute, 2009. " www.ifch.unicamp.br/proaHerança e símbolo da revolução industrial francesa do século XIX, as harmonies são orquestras de formação popular, presentes em áreas rurais e de antigas indústrias. Sendo compostas, ao início pelo menos, por estruturas de controle social das classes populares, operárias e rurais, carregam princípios de civilidade, cidadania, ordem e hierarquia ilustrados no próprio nome destas formações: harmonie, sendo a tradução literal pelo português harmonia , palavra sinônimo de concordância e ordem. Os autores, através do estudo dos mundos das harmonies buscam responder a duas questões. Primeiramente, a elaboração de um "mapa" das orquestras definidas por maior distanciamento com os padrões da cultura legítima, pretende mostrar a pluralidade dos mundos das harmonies, a qual tende a tornar mais complexos os mecanismos de dominação cultural revelados pelas pesquisas de Pierre Bourdieu. O segundo objetivo é elucidar a questão das condições da conservação ou do declínio, sejam estes materiais ou simbólicos, de uma forma de cultura popular, insistindo no fato de que a prática de um instrumento numa harmonie significa não somente uma prática musical, mas também social, e que cada componente tem que lidar com esses dois registros (exigências musicais VS. sociabilidade)