Síndrome do ovário policístico (SOP) é um distúrbio do metabolismo que interfere no processo normal da ovulação em decorrência de um desequilíbrio hormonal que provoca a formação de cistos, relacionados, também, a resultados de exames laboratoriais com níveis aumentados de andrógenos e suas manifestações, que se dão por diversas variáveis, através do estado nutricional alterado, presença de dislipidemias, pressão arterial elevada, alterações no perfil lipídico, quantidade elevada de pelos na mulher, queda de cabelo, manchas na pele, acne, irregularidade menstrual e infertilidade. Dessa forma é de suma relevância destacar que uma boa conduta nutricional é capaz de desempenhar um importante papel no tratamento da doença. No que se diz respeito à alimentação adequada para mulheres portadoras de SOP, é recomendado que a mesma promova uma mudança em seu estilo de vida, realizando uma alimentação equilibrada, dando preferência ao consumo de frutas, verduras, legumes e folhosos, cereais integrais, priorizando as gorduras boas e proteínas de boa qualidade, visando uma dieta com baixa carga glicêmica e mais hiperproteica e normolipídica. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática na literatura a respeito do perfil nutricional de portadoras da Síndrome do Ovário Policístico. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão sistemática, a qual foi utilizada artigos científicos publicados entre janeiro de 2016 a agosto de 2021. A busca de estudos foi realizada através de bases de dados eletrônicas, como Scielo e PubMed, com extrema autoridade em lidar com assuntos ligados à saúde nutricional da mulher. Resultados: Foi constatado que as mulheres portadoras da Síndrome do Ovário Policístico manifestam com frequência hiperinsulinemia, resistência insulínica, síndrome metabólica, obesidade, mudanças no perfil lipídico, predisposição para diabetes tipo II e hipertensão arterial elevada. Conclusão: Conclui-se que a síndrome do ovário policístico está relacionada ao estado nutricional alterado e a disfunções metabólicas generalizadas, estando associadas ao risco de doenças cardiovasculares, alterações glicêmicas e dislipidemias