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O peso relativo dos setores econômicos na formação do valor adicionado- uma análise à luz da teoria marxiiana
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Abstract
Esta dissertação tem por objetivo investigar a importância dos setores econômicos na formação do valor adicionado. Parte de uma análise crítica das estatísticas das contas nacionais, de responsabilidade do IBGE, discutindo a metodologia dos cálculos e a teoria econômica que lhe serve de base e que fundamenta a afirmação de que o setor de serviços vem cada vez mais se tornando o principal responsável na formação da riqueza de uma sociedade, em detrimento da indústria. Utilizando como teoria alternativa a Teoria Econômica Marxiana, propõe-se novo método de agregação dos setores usando como critério a efetiva participação das atividades econômicas na geração de riqueza e do valor, atividades essas consideradas produtivas. Para tanto, foi necessário, primeiramente, definir, com base na teoria marxiana, quais as atividades produtivas e improdutivas, na sociedade moderna. Em seguida, buscou-se compreender como convencionalmente as atividades econômicas são classificadas, tentando identificar os critérios empregados na alocação das atividades entre os setores. Partiu-se para a análise dos dados, primeiramente com base na metodologia convencional utilizada pelo Sistema de Contas Nacionais, de responsabilidade do IBGE, e posteriormente procedeu-se à tentativa de agregar os dados com base nos novos critérios definidos. Concluiu-se que a imprecisão da base científica da classificação oficial falseia a realidade conduzindo à idéia equivocada de que todas as atividades são indiscriminadamente produtoras de riqueza, por um lado, e por outro, de que o mal definido ?setor de serviços? torna-se progressivamente o mais importante na formação dessa riqueza. A aplicação dos novos critérios mostrou ainda que cerca de 54% das atividades econômicas são diretamente produtivas e que as demais nada produzem e apenas se apropriam de significava parcela da riqueza gerada.