A importação de vinhos tem dificultado a comercialização de produtos nacionais. Para mitigar este efeito, é necessário aumentar a competitividade do vinho brasileiro, o que pode ser obtido pela redução de custos e melhoria da qualidade. A competitividade pode ser atingida, em parte, com a aplicação de tecnologias de agricultura de precisão. Com este objetivo, estudou-se o efeito de cinco unidades de mapeamento de solos do Vale dos Vinhedos, RS, na composição do vinho Merlot de 2012, avaliando-se 39 variáveis, cujos parâmetros foram submetidos à análise de componentes principais. Três componentes representaram 91,49% da variação total e discriminaram, principalmente, os vinhos elaborados com uvas de videiras cultivadas em Argissolo e Neossolo. Os principais resultados mostram que o vinho do Argissolo Bruno Acinzentado Alítico abrúptico caracterizou-se especialmente por valores elevados de variáveis relacionadas à cor, taninos e extrato seco. O vinho do Neossolo Regolítico Húmico típico caracterizou-se por valores mais elevados da alcalinidade das cinzas, alcoóis amílicos e soma de alcoóis superiores. Esses resultados evidenciam o efeito de diferentes unidades de mapeamento de solos na composição e qualidade do vinho, o que remete à importância de estudos pedológicos que visem ao uso racional de insumos nos vinhedos e à produção de vinhos com qualidade e tipicidade diferenciadas